Política brasileira - há esperança?

Penso que é óbvio que ainda há esperança, mas que, muitas vezes, é desalentador ver como a política no Brasil se encaminha.

Para quem nunca se aventurou por outros países pode até acreditar que é uma utopia viver num lugar seguro, com boa educação, qualidade de vida, com cultura erudita, saúde popular eficiente, solidariedade sincera, honestidade, justiça etc. Entretanto, para quem já viveu além das fronteiras tupiniquins, percebe que nada disso é impossível, tudo é sim factível - aqui e agora.

Como consciência e participação dos jovens na política, o Brasil já esteve melhor. Para piorar, a política das grandes corporações associadas aos governos inescrupulosos reforça o desequilíbro no sistema mundial a cada dia que passa. Basta abrir o jornal e ver as tristes notícias lacrimejantes dos escândos nacionais em todos os âmbitos.

O problema é de se refletir que talvez não se encontre nos comandantes de Estado a solução para os fortes problemas sociais. Talvez a raiz do problema seja naquilo que os corruptos acreditam piamente que possuem: a impunidade e a falta de atitude coletiva efetiva contrária.

Para deixar a nossa foto ainda mais feia, fica claro também que se eles estão lá é porque nós, "seres cientes", em nossa maioria democrática, os colocamos lá. 


Um reflexão: pode ser que uma das grandes falhas da democracia é o fato de que se a maioria votante está equivocada, todos sofrem.

Vivemos sim, a exemplo de um mundo do filme Matrix onde a ignorância é uma benção, por isso muitos se atolam em programas hipnóticos efusiantes e enebriantes. Infelizmente não temos uma Inteligência Artificial para botar a culpa, nem outra realidade para debandarmos e também não adiante pedir para a Terra parar para poder descer.

Mas o que fazer então, se os políticos que se apresentam e que podemos votar, não nos satisfazem? Dá aquela sensação de se correr o bicho pega ou se ficar o bicho come. Devora-nos pelo bolso, pela moral, pela cultura...

Votar nulo é, indiretamente, não votar no perdedor, ou seja, é, indiretamente, apoiar o vencedor - sem a anuência de quem vota, gostemos ou não.

Danton sabia pensar e foi enforcado, W. Wallace - foi decapitado, Luther King - assassinado, Ghandi (olha esse aí, o pai da não reação) também assassinado, Sócrates bebeu sicuta - que esperança? 


A esperança é a última que morre, sendo assim... a gente morre antes dela, não é mesmo? Talvez a saída seja mesmo sermos epistemologicamente pragmáticos ou não?


Enquanto isso - vamos seguindo, vagando e cantando com: "braços dados ou não"...


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Foto: Levis Litz

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