terça-feira, 31 de maio de 2011

O jornalismo em pauta

No FaceBook no Grupo denominado "Jornalistas" foi publicado a seguinte menção de José Aparecido Fiori:

-> Veja o que disse o vice-presidente das Organizações Globo, José Roberto Marinho, à Gazeta do Povo de domingo (15/05/11) sobre a imprensa...

“A Lei de Imprensa foi feita durante um período de exceção. Com a queda da Lei de Imprensa, virou uma questão de justiça comum. Em relação ao diploma, eu sempre fui favorável à não exigência porque o jornalismo não é uma profissão de uma ciência exata. É um dom de contar uma história. Qualquer pessoa com o treinamento necessário na redação pode se tornar um jornalista”.

Referência: Fiori Sem Censura - http://www.fiorisemcensura.com.br/

Entre os diversos comentários sobre tal assunto, Fiori complementa:

" Descobriu-se a pólvora, ou a roda desdentada? Quando é que jornalismo não é uma profissão de ciências exatas? Não tem que haver exatidão entre o fato e a descrição do mesmo? Não tem que haver exatidão entre conteúdo e a forma? Não tem que h...aver veracidade, isto é, sintonia exata ao que se vê, se escreve ou se traduz? A adequatio rei et intellectus dos latinos (a adequação da razão ou do verbo à coisa)?"

Também resolvi partilhar meus pensamentos da seguinte forma:

"Sem querer emitir juizo de valor e também não sei qual o motivo obtuso da declaração, mas quando alguém diz "período de exceção", para mim (posso estar enganado) é porque esquiva o fato de nominar o que foi de fato: "Ditadura Militar". (...)  Naquele período de exceção (olha eu aí me esquivando de dizer Ditadura Militar - rs), em 1967, no início do ano, faltando apenas duas semanas para que o governo do Brasil mudasse de mãos, do Castelo Branco para o Marechal Costa e Silva, foi baixado o decreto-lei nº 236, cujo artigo 12 provocou a queda do controle massivo da mídia na época liderado por Chateaubriand. Se não me falha a memória, isso favoreceu na sequência outra Rede que iria se consolidar como a mais forte no país e que atualmente, por ironia, é representada por aquele senhor o qual eu não quis emitir juízo de valor.

E assim, vamos - que vamos Brasil...

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