História de Viagem - Coisas do Egito

Conhecer países e integrar-se com culturas diferentes podem fazer você confrontar-se com situações nunca imagináveis


Museu Egípcio - Cairo. Foto: Levis Litz
 O Egito, um país exótico sempre associado a visões das enormes pirâmides, pode servir de palco para algumas surpresas. Quando, Valesca e eu, estávamos andando pelo Cairo, observamos que o turista, muitas vezes, torna-se a atração, principalmente se for uma pessoa de pele e olhos claros.


Não se pode parar nas calças, por exemplo, para consultar um mapa que, em segundos, juntam-se "prestativos" cidadãos querendo ajudar.

Numa dessas aglomerações, notei que um egípcio começou a prestar muita atenção na Valesca, principalmente em seus olhos verdes. Ciente de minha presença, ele me chamou e fez uma proposta. Queria trocar mil camelos por ela.

Pensei, refleti... e recusei a oferta. "Veja bem", comentei com o Jarek, um amigo polonês que estava junto no local: "no Egito camelos valem uma fortuna, mas o que eu faria com eles? Teria que me mudar para o Egito ou teria que levá-los para o Brasil. Qualquer uma dessas alternativas seria inviável", brinquei.

Brincadeiras à parte, é óbvio que recusei a oferta. O egípcio frustrado foi embora e nós rimos bastante.

Macarronada a la mata-moscas

Lá estávamos nós, Valesca e eu, em Dahab, Egito, uma pequena e acolhedora aldeia de beduínos. Tudo muito rústico, sem luz elétrica, mas com muitas moscas por toda a parte. A propósito, nunca tinha visto tantas moscas num lugar só. O lugar parecia ter parado no tempo, fazia-nos pensar que vivíamos em outra época. No primeiro "restaurante" que entramos para almoçar tinha grandes, bonitos e empoeirados tapetes, tanto no chão quanto nas paredes. Sem cadeiras, tínhamos que sentar em pequenas almofadas em trono de uma pequena mesa.

O garçom, que também parecia um personagem das histórias de "Mil e uma noites", trouxe o cardápio e, um pouco antes de servir o que havíamos pedido, deu a cada um de nós um mata-moscas.

Agora, imagine a cena: enquanto você come a sua "deliciosa" macarronada com uma mão, espanta as moscas com a outra. Não é nojento? Horas mais tarde, para esquecermos aquele peculiar almoço, fomos conhecer as maravilhas submersas do Mar Vermelho.
 
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Nota : Este texto reflete fielmente os fatos quando publicado, entretanto, alguns de seus dados podem ter sido alterado com o tempo. Certifique-se de obter informações atualizadas por outras fontes antes de tomar este texto como referência.

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