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História de Viagem - Machu Picchu: a cidade de pedra


Machu Picchu - Peru. Foto: Valesca Giordano Litz

O Peru é um país fascinante, repleto de lendas, mistérios e ruínas arqueológicas. Sonho de muitos, realidade para alguns, Machu Picchu é o ponto alto para quem anda por aquelas terras. E lá estávamos nós, a bordo do trem, seguindo para o norte, quatro viajantes de Curitiba: eu, Valesca, Cleusa e Neusa. Enquanto elas conversavam, eu esticava minhas pernas no banco do trem. Olhei pela janela e ergui meus olhos para as encostas de Ollantaytambo - cidade de onde estávamos partindo. No meio da vegetação, um enorme louva-a-deus parecia rezar em direção àquelas intrigantes ruínas.

Greve de trens

Antes de colocar os pés no Peru, dois amigos, em diferentes ocasiões, me contaram que não puderam conhecer Machu Picchu porque não tinham tempo para ir caminhando, em quatro dias de viagem, e também porque os trens que os levariam até as ruínas de Machu Picchu encontravam-se parados em greve. Não deu outra, quando eu quis ir de Puno a Cuzco, os trens já estavam em greve. Sem pestanejar, resolvi continuar de ônibus. Um trajeto acompanhado por um amigo belga - Uzi Baram. As três professoras iriam me encontrar em Cuzco, seis dias mais tarde. Em Cuzco, ponto de partida do trem que iria para Machu Picchu, enfrentamos outra greve. A única opção que tivemos foi ir para Ollantaytambo de ônibus e pegar um trem que partia de lá. Enfim, partimos!


Um passado triste

O Império Inca chegou a estender-se por quatro mil quilômetros da América do Sul e todo esse império foi devastado, incendiado e saqueado no século XVI pelos conquistadores espanhóis. Numa sede de exploração selvagem, destruíram e roubaram o tesouro dos incas, além de matarem seus líderes e escravizarem seu povo. Em pouco tempo o Império Inca transformou-se numa simples província do Império Espanhol. Assim como os astecas e outros povos do continente americano, os incas também foram dominados e conquistados pelos europeus, que destruíram tudo o que puderam de sua avançada civilização.Oculta e livre da destruição dos espanhóis, a cidade Inca de Machu Picchu, nos Andes, a um altitude de cerca de 2130 m, foi redescoberta pelo explorador americano Hiram Bingham em 1911. Encontrava-se abandonada, mas em melhores condições que outras povoações Incas. As opiniões dos estudiosos divergem até hoje quanto a época de sua construção e a que fim se destinava.

Um dos mais belos lugares do mundo

A viagem de Ollantaytambo até Machu Picchu não demorou muito, foram cerca de duas horas. Assim que chegamos na pequena Estação de Machu Picchu, não perdemos tempo e compramos um ticket para o ônibus que nos levaria montanha acima com destino às ruínas. A estrada, tortuosa e íngreme, em forma de serpente, tirava suspiros de susto a cada manobra do motorista nas curvas. Lá embaixo, o rio Urubamba, chamado pelos Incas de Wilca Maio (rio sagrado), cortava o verde do famoso Vale Sagrado.

Ao chegarmos no portal das ruínas, Cleusa emocionou-se por estar ali. Não foi a toa, descrever a beleza de Machu Picchu em palavras é querer limitar as emoções. Cruzamos a entrada e nos dispersamos pelas antigas trilhas e construções. Ao lado das ruínas, um acesso a outra montanha: Huaynu Picchu. Começou a chover, enquanto Cleusa caminhava pela antiga cidade perdida dos Incas que teria sido construída há cerca de seis mil anos, Valesca, Neusa e eu subíamos o Huaynu Picchu.


Vista panorâmica. Foto: Levis Litz

No topo, observamos uma vista de tirar o fôlego: um dos cenários naturais mais belos do mundo. Lá embaixo o rio Urubamba, a estação, a estrada sinuosa e a vista panorâmica total de Machu Picchu - uma cidade toda de pedra com casas, torres, altares para sacrifícios, escadarias e capacidade estimada para dez mil habitantes.

De volta às ruínas, ficamos explorando Machu Picchu o resto da tarde. Visitamos o interior das ruínas, caminhamos pelas trilhas e observamos as alpacas passeando entre as muralhas. A hora de partir chegou e um pouco antes de sair das ruínas, contemplei pela última vez a antiga cidade perdida dos Incas. Estava feliz por estar ali. Pensei: "viajar pela América do Sul é uma gratificante aventura sem fim. Mas para onde iria agora?".

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Curiosidade: entre o Peru e a Bolívia localiza-se o lago navegável mais alto do mundo, o Lago Titicaca, a quase quatro mil metros de altitude. É também no Peru que está localizada a nascente do Rio Amazonas, o maior rio do mundo, que desemboca no Oceano Atlântico, no Brasil. O Peru localiza-se entre a Cordilheira dos Andes e ao Oceano Pacífico e a maior parte de seu território é coberta pela selva amazônica. Machu Picchu é a maior atração turística do Peru, com mais de 200 mil turistas visitando o local, todo ano. Os incas foram hábeis construtores, estudavam as estrelas e faziam cirurgias. Desenvolveram técnicas de cultivo nas montanhas, com a construção de terraços nas encostas, irrigando a terra com as águas das montanhas.
 
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Nota : Este texto reflete fielmente os fatos quando publicado, entretanto, alguns de seus dados podem ter sido alterado com o tempo. Certifique-se de obter informações atualizadas por outras fontes antes de tomar este texto como referência.
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Comentários

  1. Olá gente!
    Primeiramente parabenizo pelo trabalho que fiz em ajudar aos brasileiros que desejem conhecer Machu Picchu, quem escreve é um amante da cultura brasileira e graças a deus já teve a sorte de morar no Brasil por um bom tempo, agora voltei ao Peru – Cusco para mostrar a todos os brasileiros que desejem conhecer a terra dos incas.
    Se alguém deseja algumas dicas e recomendações pra a sua viagem, sera tudo um prazer ajuda-los em realizar o sonho de conhecer Machu Picchu Cusco, Lima, Lago titicaca, Arequipa, Nazca, Paracas, Puno, Trujillo e outros destinos que ainda não foram explorados pelo brasileiros.
    Gostariamos compartilhas as nossas dicas> http://www.viagensmachupicchu.com.br

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