terça-feira, 24 de janeiro de 2012

História de Viagem - California dreams

Thadeu G. de Aquino
Psicólogo e especialista
em Engenharia Ambiental
California dreams


Texto de Thadeu G. de Aquino

Bem sabido entre os aprofundados das filosofias orientais, que a ideia de nirvana ou estado celestial, dificilmente poderia ser graficamente representada, pois lá a forma também cessa (talvez por incluir todas).

No entanto, ao rodar por entre os caminhos de Big Sur, High Way 1, nos deparamos com um local que, no mínimo, sugere a possibilidade de um paraíso terrestre, bem próximo da antiga residência de Henry Miller, Orson Wells...

Dizem que o lugar era a Meca dos gênios alternativos nos anos 60-70: O Instituto Esalen! Ele está situado geograficamente no antigo território sagrado dos índios Esselen.

Thadeu G. de Aquino,
graduação na Psicologia e especialista em Engenharia Ambiental.
Colaborou com este texto para o Site/Portal Fotos e Rumos.com
 
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Nota: este texto reflete fielmente os fatos quando publicado, entretanto, alguns de seus dados podem ter sido alterados com o tempo. Certifique-se de obter informações atualizadas por outras fontes antes de tomar este texto como referência.
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Tai Chi - O significado do termo Shi Fu

Quem pratica artes marciais chinesas conhece bem o termo Shi Fu e quem assiste filmes e desenhos infantis como o “Kung Fu Panda”, também.
Shi Fu é um termo chinês que significa mais do que o termo professor (Lao Shi). Ele se responsabiliza para passar adiante o conhecimento ao seu aprendiz.

“Shi” é um ideograma que representa “Professor” e “Fu” significa “Pai”. O Shi Fu tem um cuidado especial com seu aprendiz, zela pelo seu progresso na aprendizagem da arte, pelo seu caráter, bem estar etc.

É bom saber que na China trabalhadores comuns, tais como, taxistas, chefes de cozinha, carpinteiros e outros profissionais são também chamados popularmente de Shi Fu, semelhante como fazemos no Brasil, quando chamamos de “mestre”, não só aquele que adquiriu uma titulação acadêmica de pós-graduação (mestrado) ou de um “mestre de obras”, mas também, afetuosamente nos dirigimos nos cumprimentos entre amigos em qualquer situação em que a palavra “mestre” significa mais uma intenção de amizade, no sentido “olá amigo!”.

Na etimologia chinesa, apesar da pronúncia em chinês do termo Shi Fu ser igual, estes dois ideogramas apresentam diferentes sentidos. Shi Fu, fora do âmbito das artes marciais, pode também se dirigir a alguém que tenha uma habilidade particular em alguma coisa específica.

Dentro da representação de uma linhagem do Tai Chi, o aprendiz que possui um Shi Fu deve respeitá-lo. Assim, o aprendiz de Tai Chi deve se referir ao seu próprio Shi Fu pelos ideogramas “Professor-Pai”.



Grão-mestre Chen Zheng Lei é
Shi Fu do grão-mestre Wang Hai Jun
 
Quando se deve chamar o professor de Shi Fu

Grão-mestre Wang Hai Jun é Shi Fu
do mestre Niall O`Floinn


A princípio, o aluno chama o seu professor de Shi Fu, se este assim o quiser, quando ele está iniciando o seu aprendizado a um certo nível acima que os méritos comuns. Qual seria esse nível? Na prática, entende-se que o Professor/Shi Fu já possui um nível ao qual o aluno dificilmente ultrapassaria.

Como seus alunos iniciantes, em teoria, nunca iriam passar o nível do professor, eles devem, por respeito ao mesmo, tratá-lo como Shi Fu.

Seguindo a linhagem da Família Chen de Tai Chi: o grão-mestre Chen Zheng Lei é Shi Fu do mestre Wang Hai Jun; o mestre Wang Hai Jun é Shi Fu do professor Niall O`Floinn que é o Shi Fu do professor Levis Litz, caracterizando a hierarquia desta forma: Chen Zheng Lei - Wang Hai Jun - Niall O`Floinn - Levis Litz.

Niall O`Floinn é o Shi Fu, do professor Levis Litz
Esta é uma abordagem de tratamento comum ao que se refere ao Tai Chi, mas é claro que o professor sempre é livre para escolher como deseja ser chamado por seus alunos/aprendizes.

Com este entendimento mais acurado do termo Shi Fu, é sempre uma honra e privilégio ser um aprendiz e poder chamar o professor de Tai Chi de Shi Fu.
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Fórum Social Mundial...

Introdução

Fórum Social Mundial - um evento ímpar. Uma realização em Porto Alegre, em 2005, em que o professor e amigo Mauro Braga e eu tivemos a oportunidade de acompanhar bem de perto. Da nossa experiência e presença, surgiu este texto de autoria do Mauro e as fotos tiradas por mim - originalmente publicadas na Revista Mediação do Colégio Medianeira. Espero que apreciem!

... e a propósito do Fórum Social 2005...


Texto: Mauro Michelotto Braga
Fotos: Levis Litz
 
O Fórum Social Mundial, além de representar o mais significativo espaço de resistência organizada contra a imposição unilateral da mundialização econômica neoliberal, arquitetada pelos poderosos de Davos, é o embrião de uma nova sociedade-mundo fundamentada em valores de cidadania planetária. Estar ali entre os milhares de "INGs" ("indivíduos não-governamentais" - conforme a expressão talhada por Frei Betto), acima de tudo, encheu-me do orgulho do pertencimento a algo muito, muito importante.
 
Frequentar as ruas, oficinas, feiras, exposições, debates, shows e tudo o mais dentre as centenas de espaços e atividades que compõe esse evento absolutamente estonteante que é o Fórum Social - ao lado de duzentas mil pessoas de mais de cem países diferentes - antes de tudo me trouxe duas certezas: a de ainda estar vivo e a de perceber o quanto ainda há de gente viva por aí... E foi com essa felicidade de sentir o sangue vivo pulsando nas veias, que me dei conta de algumas reflexões, as quais simplesmente relaciono aqui, sem qualquer hierarquização.

Quisera toda essa gente guerreira, que nunca esmorece diante de tudo de ruim que está tão bem instalado e alicerçado nesse nosso mundo, assimilasse a fundo aquele que talvez tenha sido o ensinamento maior de Ghandi: "seja você mesmo a transformação que você pretende realizar", e assim se ocupasse primeiro da mais difícil tarefa: a do próprio renascimento... Para só então preocupar-se em contagiar os outros e ter legitimidade em exigir deles. Quisera cada um ali se tornasse um verdadeiro instrumento vivo de todas as reivindicações pleiteadas.

Quisera todos esses intelectuais bem intencionados, que não se esqueceram da dívida social incorporada às oportunidades formativas que desfrutaram, tivessem claro que, se para eles um outro mundo é possível, para os dois bilhões de famintos do planeta - que, aliás, não estavam em Porto Alegre (e nem poderiam estar)... - um outro mundo é urgentíssimo, tem que ser imediato, ou ainda que para os que já acordaram para a gravíssima situação da ecologia um outro mundo é uma questão de vida ou morte para a humanidade. Tudo, ao que parece, é uma questão de perspectiva - e isso ficou explícito no desabafo da moça palestina que veio de Ramalah (Cisjordânia) na oficina sobre os países que vivem sob ocupação: "estamos fartos de discussão: esse já é o 5º fórum onde todos discutem e se indignam, mas nada foi feito e Israel continua a nos massacrar impunemente!"


Quisera cada um desses jovens - e eles eram a maioria no FSM, transformando o Acampamento Internacional da Juventude quase que num evento à parte - sedentos por ocupar o papel histórico que sempre lhes coube e por inventar o seu próprio Woodstock ou maio de 68, fossem todos atraídos mais pelo ato político que o Fórum representa e menos pelo velho "sexo, drogas e rock n'roll". Até porque estes - símbolos clássicos da eterna rebeldia transgressora da juventude - sem a devida fundamentação ideológica, ficam restritos a mero entretenimento a serviço da construção da mesma apatia política e social contra a qual os jovens buscam rebelar-se. Descontectar-se do propósito de tudo isso só facilitaria o trabalho dos que controlam o mundo, que querem perpetuar exatamente essa apatia. Com maior cuidado para não incorrer nesse erro, talvez o espetáculo de abertura desse magnânimo evento, no belíssimo, energético e democrático espaço do anfiteatro "Por do Sol", tivesse mais a cara e a solidez de um ato cívico e desafiador contra os poderosos do mundo, e menos a de uma reunião de "alternativos" - fortalecendo exatamente aquela imagem "irresponsável" que as elites tentaram divulgar...


Quisera que os pretensiosos "donos da verdade" da pseudo-intelectualidade midiática brasileira, que se divertem fazendo o jogo da extrema-direita e "zoando" com os desmandos da esquerda - embora jamais admitam o quanto são decisivos no que se refere a contribuir para que um outro mundo nunca seja de fato possível (leia-se aqui desde os Bóris Casoy/Diego Mainardis da vida, até os piores momentos de quem já mereceu créditos, como Arnaldo Jabor, entre dezenas de outros...) - trocassem temporariamente de papel com os grandes pensadores que arrastavam multidões no Fórum (como em qualquer outro lugar no planeta onde exponham suas idéias), tais como os palestrantes Eduardo Galeano, José Saramago, Frei Betto, Leonardo Boff, Ignacio Ramonet ou os ausentes (mas ainda assim sempre presentes) Chomsky, Hobsbawn, Capra, Kurz. Seria interessante a visão inversa: esses últimos com todo o espaço e financiamento da mídia, invadindo todos os lares e levando sua mensagem livremente a todos os povos, e ao mesmo tempo aqueles outros baluartes da mediocridade desentocando-se da segurança da telinha ou das frias páginas das revistas, e experimentando a sensação de enfrentar e inflamar uma multidão verdadeiramente crítica - pois falar para cabos eleitorais e enganar ignorantes é ligeiramente mais fácil. Viver, quem sabe, a experiência vivida por Frei Betto no Fórum, falando para duas mil pessoas e levando-as a deixar de lado as polêmicas inquietações com a atual política econômica e explodirem de alegria numa manifestação espontânea de orgulho por viver num país onde - como ele disse, contando aos colegas franceses da mesa - "no meu país um miserável provou a teoria de Paulo Freire: tornou-se um verdadeiro sujeito histórico e hoje é Presidente da República! Isso aconteceu no meu país!". E olha que o próprio Lula não havia sido poupado anteriormente num outro evento do Fórum Social. Fica aqui o desafio, então: querem trocar um pouco de papel com os verdadeiros intelectuais, senhores?


Quisera alguns políticos de carreira que adoraram participar das mesas ao lado de tantas feras, mas que têm os péssimos hábitos de também adorarem microfones e holofotes, e de fingirem que não reparam quando são descaradamente inconvenientes, lembrassem mais o velho ditado: "Deus nos deu dois ouvidos e uma boca para ouvirmos mais e falarmos menos" e compreendessem de fato o quão importante é o seu papel nesse projeto de transformação. Quisera fossem "contagiados" pelo Fórum a ponto de cada um perceber a urgência de rever compromissos, prioridades e atitudes.

Quisera todos aqueles cidadãos que gostam de conversar sobre política e atualidades em suas rodinhas de amigos, muitas vezes alfinetando a tudo e a todos com o sarcasmo despretensioso de quem adora reclamar (mas que a cada quatro anos repete sempre os mesmos velhos votos, com medo de colocar em risco o maior ou menor conforto que desfrutam), construindo argumentos a partir das "informações" (?) que obtiveram pela mídia (e como é traiçoeira a confiança cega nas fontes de informação..), pudessem compreender como a discussão política que dá espaço à contradição, ao contraponto, à discordância, e que se ocupa em ouvir as histórias reais contadas por pessoas reais - cada qual uma fonte preciosa de dados - pode ser enriquecedora. O Fórum é um espaço privilegiado para isso: ouvidos atentos podem sintonizar-se tanto na fala inflamada e desafiadora de Hugo Chavez contra os EUA - evento grandioso - como também nas pequenas e riquíssimas informações sobre a realidade das lutas em todos os cantos desse planeta, que são obtidas "olho no olho" em cada uma das vielas e esquinas do Fórum. É incrível como a boa vontade em partilhar experiências supera qualquer dificuldade com idioma: é o angolano sorridente que torna-se sério ao descrever a situação das minas terrestres em seu país, é o ativista basco que não se intimida diante da pergunta marota sobre o ETA, é o vietnamita que tenta trazer de volta alguma atenção às seqüelas vividas até hoje por sua gente, mesmo depois da vitória na guerra contra os EUA. Como é diferente discutir a situação do atual governo do Zimbabwe diretamente com cidadãos daquele país e diversos outros ativistas de ONGs africanas, ao invés de "fundamentar-se", por exemplo, numa matéria de meia página de uma revista como a "Veja". É rico! Muito rico! Me fez lembrar e vivenciar a letra daquela canção dos Mutantes: "Não sou daqui, nem sou de lá, eu sou de qualquer lugar / meu passaporte é espacial, sou cidadão da Terra". Quisera eu me transformar numas 50 pessoas para conseguir estar em todos os lugares do Fórum, falando com todos que eu conseguisse... Não! Acho que teriam que ser 100... No mínimo...


Quisera que todos aqueles que assumem discursos ou se propõem a encaminhar projetos de transformação não ignorassem o espaço conquistado pelo Fórum Social. Ali é a troca, o ponto de encontro, a reavaliação de experiências e, acima de tudo, a injeção revigorante de ânimo. Negar isso ou afastar-se disso constituem equívocos estratégicos imperdoáveis, afinal a empreitada é extremamente árdua (é lógico: nenhuma elite detém o poder por acaso, pois capacitou-se em dominar todas as técnicas imagináveis para se perpetuar), e só lograremos algum êxito se bem organizados, conscientes de que somos ativistas heterogêneos de lutas heterogêneas, porém que se afinam numa convergência vital: um imenso "NÃO!" ao modelo que aí está. O Fórum Social nos traz a sensação do real. Teorizar em excesso, ignorando os ensinamentos dessa overdose de realidade, é um convite ao fracasso de qualquer iniciativa isolada, por mais bem intencionada que seja.

Mauro e Levis
Quisera ainda que lá em Davos e em todas as demais esferas de poder que conduzem essa globalização neoliberal assassina (pois condena milhares à fome e às guerras), mentirosa (pois promete o irrealizável), desrespeitosa (pois busca a massificação, ignorando a linda diversidade de povos, culturas, religiões, etc...) e insana (pois nos obriga, como humanidade, a marchar diretamente para o caos total - ecológico e/ou social), as elites abandonassem momentaneamente a sua soberba, saíssem um pouco de seu estado catatônico inebriado pelas posses, riquezas, confortos e convicções, e pudessem enxergar Porto Alegre sem o olhar míope imposto pela mídia tendenciosa. Vissem de fato as articulações ali traçadas. Quem sabe a visão lhes despertasse, lhes tocasse um pouco a alma tão endurecida pelo capital, e assim viessem engrossar os cordões dos que clamam por vida, justiça, paz, solidariedade, amor, e tudo mais. Ou então quem sabe, caso o sarcasmo e o cinismo ainda prevaleçam, a visão faria com que de fato tremessem, se apavorassem, diante da verdade histórica inquestionável que o Fórum Social mais uma vez evidencia: estamos vivos, senhores. Vivos, articulados, e cada vez mais numerosos.

O jornalista Levis Litz e o geógrafo Mauro Braga, foram dois dos milhares de "INGs" ("indivíduos não governamentais": ativistas autônomos que não representam ou não estão vinculados a nenhuma ONG ou instituição) presentes ao Fórum Social de Porto Alegre, em janeiro de 2005.

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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Tai Chi Chuan - A psicologia e a socialização


Tai Chi Chuan - Curitiba - PR. Fotos: Acervo Levis Litz
 Por meio do relaxamento é possível que se viva internamente um ambiente mais livre de estagnação e propício ao início da prática do tai chi chuan. O fluxo energético que parte do indivíduo pode ser posto em movimento em benefício próprio. Para isto um processo de relaxamento profundo auxilia a percepção do próprio corpo e requer um período de trabalho de aquecimento prévio e de uma atitude que congrega pensamento, sentimento e ato. Para se chegar a espontaneidade, que é a ação que acontece com o mínimo de energia, é importante que as tensões internas sejam flexibilizadas, permitindo assim que esta ação flua livremente. “Ocorre uma crise pessoal somente quando alguma rigidez na personalidade entra em excessiva tensão, portanto é um momento igualmente arriscado e oportuno para uma ainda maior soltura e posterior evolução”. LOWEN (1975, p. 95). Os processos de tensão crônicos produzem efeitos devastadores, reduzindo a possibilidade respiratória , implicando em dores e distrações.

Como o corpo / sentimento se protege

As formas de proteção de que um indivíduo encontra em sua vida são muitas, o copo sempre mostra claramente como a pessoa resolveu sua angústia, como muitas vezes a suprimiu. Ombros que se voltam para frente defendendo um peito “magoado”, pode encontrar nesta posição uma sensação de estar defendendo seu peito, porém se encontra posteriormente preso à ela, sem condições de se abrir para um respiração mais ampla e para uma expressão mais eficiente de sua individualidade. A estas estruturas musculares rígidas damos o nome de couraças, pois funcionam como uma forma de escudo perante situações conflituosas.

Postura e Caráter

Ao se observar posturas e conformações físicas se pode perceber claramente que as formas de atuar no mundo, ou seja, os tipos de caráter, se mostram através de tensões bem definidas em áreas bastante específicas do corpo.

“As pessoas extremamente compulsivas têm, com frequência, músculos tensos na região lombar de suas costas, e as pessoas extremamente impulsivas têm em geral músculos das costas relativamente flexíveis. A tensão nestes músculos pode refletir o grau em que uma pessoa estrutura e controla exageradamente sua vida”. DYCHTWALD (1984, p.124).

“Padrões reprimidos ou tensões musculares crônicas que bloqueiam o fluxo de impulsos e sentimentos, não só enfraquecem a eficiência da pessoa em si como limitam também seu contato e suas interações com o mundo reduzindo o sentido de pertinência e de participação no mundo”. LOWEN (1975, p. 131).

Indivíduo e grupo

O ser individual é representado pela identidade da pessoa, ou seja a síntese pessoal sobre si mesmo, incluindo dados pessoais, seus sentimentos e vivências. Mas a constituição de nossa identidade é dada pelos grupos a que fazemos parte. A interação com esses grupos resulta no ser social que sai da sua individualidade para integrar-se com o meio. Na expressão corporal, os movimentos do tai chi chuan podem ser realizados tanto em grupo, como individualmente, entretanto para isso tem que respeitar sempre o encadeamento das posturas. Sozinho, ele terá seu tempo. Em grupo, o praticante – mesmo com as suas diferenças, terá que se esforçar para se ajustar ao tempo do grupo. Para isso é necessário que haja respeito, paciência, segurança, continuidade e confiança.É a relação sendo colocada em prática entre o indivíduo com o social através da realização coletiva do tai chi chuan.



“Às vezes o aprendiz pergunta para o mestre: Como devo fazer este movimento? Sem parar, geralmente sorrindo, o mestre diz: natural e continua o movimento”. Sannino (1992, p. 145). Assim, o praticante e aprendiz de tai chi chuan é trabalhado para que encontre a sua forma (natural) vivenciando em si mesmo as possibilidades do seu desenvolvimento tanto no aspecto individual como em grupo, pois quando necessário o aprendiz poderá pedir auxílio ao mestre ou aos seus companheiros de prática. Nesse sentido, para que a busca pelo conhecimento e a experiência do tai chi seja uma contribuição memorável ao caminho de vida do praticante, a intenção é de que o próprio praticante, depois de compreender a essência dos valores sociais do tai chi chuan , se aprofunde e desenvolva em si mesmo uma prática livre e solta com a intenção de atingir a harmonia, ou seja, que ele mesmo exerça sua própria vontade, ao sabor do vento, da emoção e do equilíbrio interior, mas com o reconhecimento de sua individualidade em consonância com a sociedade em que vive.
Autores
. Emerli Schlögl - Psicóloga
. Levis Litz - Jornalista
Ambos praticantes de tai chi chuan.

Texto originalmente publicado na Revista Tai Chi Brasil - www.revistataichibrasil.com.br/

REFERÊNCIAS


BERGE, Yvonne. Viver o seu corpo: Por uma pedagogia do movimento. São Paulo: Martins Fontes, 1988.
DEWALD, Paul. Psicoterapia: Uma abordagem dinâmica. Porto Alegre: Artes Médicas, 1981.
HUANG, Al Chung-liang. Expansão e Recolhimento – A essência do T´ai Chi. São Paulo: Summus, 1979.
LITZ, Levis. Tai Chi – Rotina Lin Li Wei. Curitiba, Levis Litz, 2007.
SANNINO Annamaria. Métodos do Trabalho Corporal na Psicoterapia Junguiana. São Paulo: Moraes, 1992.
SCHLÖGL, Emerli. Expansão Criativa: Por uma pedagogia da auto- descoberta. Petrópolis: Vozes, 2000.
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História de Viagem - Castelos: cenários de histórias e lendas

Castelo de Dover - Inglaterra. Foto: Levis Litz
Quando viajamos pelo mundo, ficamos deslumbrados diante dos castelos que cruzam nossas vistas. Imaginamos como deve ter sido na época de suas construções e a vida dos que habitavam por detrás daqueles muros. Um dos terrenos mais férteis em castelos do mundo é o Reino Unido da Grã-Bretanha que compreende a Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte.

Com a conquista da Inglaterra pelos normandos, os castelos foram sendo edificados para manter o domínio dos conquistadores. No início, os castelos eram feitos de madeira. Conta-se que Guilherme, o Conquistador, chegou a levar consigo um castelo pronto para ser montado, que mais tarde foi substituído por um de pedra, mas que manteve as mesmas características arquitetônicas. Com o passar dos anos, a arquitetura dos castelos foi mudando a medida que novos meios de atacá-los e destruí-los foram sendo descobertos.

Os muros externos tornaram-se os mais importantes, consequentemente mais fortes e robustos. Hoje em dia, na Grã-Bretanha, as estradas que levam aos castelos são ótimas e o turista pode facilmente se deslocar de um lado para o outro. Na costa leste da Inglaterra, por exemplo, situa-se Dover: um castelo bem preservado na cidade com o mesmo nome. Quando o visitei com o amigo André, um grupo de teatro encenava um combate medieval. Para mim foi como se tivesse feito um passeio no tempo.

Castelo de Donnington - Inglaterra. Foto: Levis Litz
Já em direção à outro ponto da Inglaterra, enquanto viajava pelo interior, entrei numa estradinha secundária e, de repente, dei de cara com as ruínas do Castelo de Donnington, próximo a cidade de Dorking. Situadas no alto de uma colina, as ruínas se apresentavam cercadas por ovelhas - aproveitamos para admirar este belo cenário típico britânico.

Mais a oeste, a algumas horas dali, tem o Castelo de Dartmouth, próxima a cidade de Paignton construído sobre rochas à beira-mar. Erigido no século XV, foi escolhido como quartel durante a Segunda Guerra. Equipamentos e armas do Exército britânico foram preservados e tornaram uma atração do lugar. Entretanto, como eu sempre gostei das histórias do Mago Merlin e Morgana, não podia deixar de pisar em Tintagel, na costa oeste, em Cornwall, e conhecer as ruínas do Castelo de Tintagel, onde segundo a lenda teria nascido o Rei Arthur, filho de Igraine e Uther Pendragon. Infelizmente era outubro e chovia muito, mas mesmo assim foi um momento inesquecível estar naquelas paragens.

O que não falta no Reino Unido são castelos. Mais ao norte, na Escócia, as ruínas do Castelo de Urquhart, à beira do Lago Ness e seu famoso habitante - The Loch Ness Monster, visto facilmente após algumas garrafas de uísque escocês legítimo, impressionam, contudo as ruínas que guardo com carinho na memória, já que não pude fotografar devido ao mau tempo, é o Castelo de Dunnotar, próximo a pequena cidade de Stonehaven, na costa do Mar do Norte, ao sul de Aberdeen. Passei a noite acampado aos pés do penhasco que se alongava para o alto nas pedras da parede do Castelo. Uma imagem inesquecível.

Pedras da História da Humanidade
Ao cruzar a Europa, castelos e construções magníficas passam diante dos nossos olhos, como o belo Castelo de Neuschwastein (Alemanha).

Ao desembarcar do Navio Silver Paloma em Haifa, Israel, fui, acompanhado por alguns brasileiros, instalar-me como voluntário no Kibutz Mizra, o que proporcionou conhecer um pouco da região com seus passeios. Assim nós voluntários, num desses passeios, seguimos o nosso guia que portava uma metralhadora como medida de proteção.

A ideia de entrar no Castelo de Namrud, uma fortaleza da época das cruzadas, agradou o nosso grupo, principalmente quando soubemos que havia uma passagem secreta que ligava um dos quartos da torres para fora do castelo e que iríamos percorrê-la - o que impressionou foi a saída, que era uma estreita fresta entre as enormes pedras da parede do castelo e que do lado de fora parecia impossível qualquer pessoa atravessar, todos nós passamos sem dificuldades.

Metulla, Israel, fronteira com o Líbano. Foto: Levis Litz
 Ao fim da tarde, quando nos dirigíamos para a cidade de Metulla, fronteira com o Líbano, notamos o contraste da vegetação rasteira verde com o solo arenoso e seco do deserto. Naquela região conturbada pelas diferenças de pensamentos e atitudes, fomos testemunhas de um pequeno incidente a poucos metros de onde estávamos: um veículo tentou atravessar a fronteira e ingressar no Líbano, mas logo em seguida o
motorista desistiu da tentativa, assim que percebeu do que ele era alvo. Com o ruído das armas sendo carregadas para disparar, a tensão tomou conta de todos nós, mas tudo terminou bem. Virou história para ser contada em rodas de amigos.

Andar pelo mundo e entrar nos castelos dos antigos guerreiros, fantasmas, lendas, bruxos, fadas, magos, reis, rainhas e belas princesas é como fazer parte das histórias e segredos guardados pelo tempo. Se você tiver a chance de conhecer algum castelo, não deixa a chance escapar entre seus "olhos".

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América Latina - A importância de conhecê-la

ESTREITANDO AS RELAÇÕES ENTRE PESSOAS DA AMÉRICA LATINA
 
Como latinoamericano, o meu objetivo com o desenvolvimento deste texto, além de oferecer uma diversidade temática referente a América Latina, é propagar a importância da conscientização da solidariedade, amizade e unidade entre os latinoamericanos.
 
Em 2004, eu e o professor Demétrius Fernandes desenvolvemos um projeto denominado "Los Embajadores de la Amistad - Os Embaixadores da Amizade" que tinha por objetivo estimular o interesse em diferentes culturas tão próximas na América Latina. Embora este projeto tenha conseguido o apoio de personalidades importantes no cenário nacional, não teve continuidade por muito tempo por falta de patrocínio.
 
. "A primeira condição para modificar a realidade consiste em conhecê-la.", Eduardo Galeano (Uruguai)

. "Enquanto não aprendermos nossa história, estaremos condenados a reescrever a história da nossa derrota - e não como farsa.", Julio José Chiavenato (Brasil)

Fórum Social Mundial - Porto Alegre, RS. Foto: Levis Litz

AMÉRICA LATINA

São 33 os países latino-americanos: o México, na América do Norte, 20 países da América Central e12 da América do Sul. Com enormes potenciais em recursos humanos e naturais, esses Estados possuem fortes laços culturais e históricos. O termo América Latina corresponde também a critérios econômicos e geopolíticos. Foi conquistada e colonizada por potências européias de idiomas latinos (português, espanhol e francês). Algumas possessões inglesas ou holandesas também são consideradas latino-americanas.

Sobre a origem do nome América Latina

. "Esse 'conceito' de latinidade surge quando Napoleão III decide conquistar o México. Para justificar-se e demonstar o 'direito' da França, ele criou uma América Latina, contrapondo-se à América Hispânica." (Fonte: Colombo, Fato e Mito, de Julio José Chiavenato - Brasil)

. "A maior parte do continente - do Rio Grande, fronteira dos Estados Unidos com o México, até o Cabo Horn - forma o outro conjunto que, em 1865, os franceses começaram a chamar de América Latina, em oposição aos Estados Unidos. (Fonte: História da América, de Florival Cáceres - Brasil)

FILMES

. A MISSÃO - THE MISSION - Filme de Roland Joffé - 125 minutos- 1986 - Inglaterra
Jesuíta espanhol vem à América do Sul (Brasil/Argentina) com o objetivo de construir uma missão e pregar o cristianismo aos indígenas da região. Com a ajuda de Rodrigo Mendonza (Robert de Niro), mercador de escravos convertido, tenta defender a área das contínuas agressões dos portugueses

. CRISTOVÃO COLOMBO - A AVENTURA DO DESCOBRIMENTO - CHRISTOPHER COLUMBOS - THE DISCOVERY - Baseada na história original escrita por Mario Puzo - Direção de John Glen - 120 minutos - 1992 - EUA - A aventura da descoberta da América, contada desde os seus primórdios, é antes a aventura imaginada por Cristóvão Colombo, muito próximo da heresia, e a luta por provar que o planeta é redondo. A desconfiança de reis, inquisidores e marinheiros desafia a determinação do célebre navegador genovês. A aventura de Colombo (George Corraface) é a aventura da razão, realizada por homens que se dispunham a arriscar sua própria vida para provar suas descobertas científicas.

. ESTADO DE SÍTIO - Direção de Constantin Costa-Gavras - França - Este filme-denúncia mostra a ação de Dan Mitrioni, agente norte-americano enviado ao Brasil e Uruguai para ensinar aos agentes de repressão técnicas de interrogatório e de tortura aos presos políticos.

. 1492 - A CONQUISTA DO PARAÍSO - 1492: CONQUEST OF PARADISE - Filme de Ridley Scott - 150 minutos - 1992 - Espanha / França / Inglaterra / EUA - Gérard Depardieu interpreta Cristóvão Colombo, um intrépido navegador que descobre uma nova rota para chegar às Índias, porém não deixa de estar sujeito às traições e carnificinas que suas viagens trariam como conseqüência. O filme trata das duas primeiras viagens que se tornaram um marco na vida desse almirante e nos leva à terceira e última etapa da deslumbrante aventura. Bravura e cegueira, triunfo e desespero e a arrogância do Velho Mundo, em contraste à inocência do Novo Mundo, sucedem, nessa ordem, uma história guiada por poder e paixão extremados.

LIVROS

. A VIDA QUOTIDIANA DOS ASTECAS NAS VÉSPERA DA CONQUISTA ESPANHOLA -
LA VIE QUOTIDIENNE DES AZTÈQUES À LA VEILLE DA LA CONQUÊTE ESPAGNOLE -
Jacques Soustelle - Este livro nos conta, como uma narrativa feita por testemunhas oculares, o que era a vida nas vésperas da Conquista. Um retrato de um povo plenamente vivo com suas grandes e pequenas aventuras do dia a dia e suas batalhas.

. CIDADES PERDIDAS E ANTIGOS MISTÉRIOS DA AMÉRICA DO SUL - LOS CITIES & ANCIENT MYSTERIES OF SOUTH AMERICA - David Hatcher Childress - Este livro é um relato do arqueológo viajante com conselhos e orientações úteis para quem estiver interessados em viajar pela América do Sul.

. COLOMBO, FATO E MITO - Julio José Chiavenato - Colombo explicado à luz das teorias científicas e religiosas de sua época. Com sua autoridade de grande conhecedor da história latino-americana, o autor inverte a ótica tradicional e passa a ver a "descoberta" com olhos latino-americanos, e não com a visão eurocentrista.

. O QUE O TIO SAM REALMENTE QUER - WHAT UNCLE SAM REALLY WANTS - Noam Chomsky - O autor faz uma análise política, econômica e social dos eventos mais importantes de nossos dias. Nesse livro ele descarrega chumbo grosso sobre a política externa dos Estados Unidos. Disseca, entre outros assuntos, o que realmente aconteceu na Nicarágua, na Guatemala, em El Salvador, no Chile, no Brasil, no Panamá e em outros lugares onde o Tio Sam passou com sua atuação desestabilizadora. Chomsky não poupa nem os ditadores, nem os políticos e militares corruptos, tampouco os exagerados politicamente corretos.

. A HISTÓRIA AMOROSA DE MANUELA E BOLÍVAR - Victor W. Von Hagen - A história se desenrola num dos períodos mais decisivos dos tempos modernos e tem como protagonistas os próprios arquitetos da história. Foi uma aventura de amor que agitou toda a América do Sul, porque Manuela Sáenz aliava sua beleza e capacidade e influência sobre Bolívar que resultava em efeitos políticos de grande alcance.

. AMAZÔNIA EM CHAMAS (CHICO MENDES) - THE BURNING SEASON - Baseado em fatos reais, sobre a vida de Chico Mendes - De: John Frankheimer - 128 minutos - 1994 - Brasil - Quando os empresários olharam para a Amazônia, ele viram dinheiro, oportunidade e o futuro. Nada poderia impedi-los de realizar seus objetivos. A não ser Chico Mendes. Desde sua infância, Chico Mendes (Raul Julia) foi testemunha das brutalidades cometidas contra seringueiros explorados por seus patrões. Ainda jovem, decidiu dedicar-se a uma luta em favor de justiça para o povo de sua região. De pequenas discussões com criadores de gado, passando pela liderança de seu sindicato, a uma campanha internacional contra a devastação da floresta amazônica, Chico Mendes acreditava no diálogo e em soluções sem violência. Acabou transformando-se em uma figura de importância nacional, um herói local, e um peso ainda maior para seus inimigos... até que uma emboscada marcou o fim de sua vida de dedicação e esperança.

. HANS STADEN - De: Luiz Alberto Pereira - 92 minutos - 1999 - Brasil - O filme conta a história de Hans Staden, viajante alemão que em 1550 naufragou no litoral do Estado de Santa Catarina. Dois anos depois, conseguir chegar a São Vicente, reduto da colonização portuguesa. Ali ficou dois anos trabalhando como artilheiro do Forte de Bertioga. Já se preparava para voltar à Europa, onde receberia o reconhecimento e o ouro de El-Rei de Portugal, por seus serviços prestados na Colônia. Staden tinha para si um escravo da tribo Carijó que servia o Forte. Em janeiro de 1554, preocupado com o escravo que havia desaparecido depois de sair para pescar, resolveu procurá-lo pelas redondezas. Em uma canoa navegou por um rio próximo, onde o escravo costumava pescar. Porém, em vez do Carijó, encontrou uma cruz fincada à beira do rio. A cruz tinha uma simbologia que Staden conhecia: era o sinal para os Portugueses chamarem os Tupiniquins; seus aliados. Ele, então, deu um tiro de mosquetão para chamar os Tupiniquins e obter notícias de seu escravo. Os Tupiniquins não apareceram, porém sete Tupinambás, tribo inimiga dos Portugueses, o cercaram e aprisionaram. Staden foi levado para a Aldeia de Ubatuba, onde seria devorado num ritual antropofágico.

. JENIPAPO - De: Monique Gardenberg - 95 minutos - 1995 - Brasil - As vésperas da votação de uma lei anti-reforma agrária, o principal defensor dos sem-terra, o padre Stephen Louis (Patrick Bauchau) mergulha num silêncio inexplicável e misterioso. Um jornalista estadounidense, Michael Coleman, tenta entrevistá-lo a todo custo. Obcecado, depois de inúmeras tentativas frustradas de entrevistar o padre, Coleman corrompe a própria alma e comete o mais grave dos crimes jornalísticos. O resultado daquela ação mudou o destino do país e daqueles dois homens.

. PRA FRENTE BRASIL - 105 minutos - 1983 - Brasil - Pacato cidadão de classe média é confundido com um ativista político, preso e torturado por agentes federais, durante a euforia do milagre econômico brasileiro e da Copa do Mundo de 1970.

Deuses latinoamericanos

ASTECAS
. Quetzalcoatl: senhor do conhecimento, deus do vento, do zodíaco e do calendário, representava o ocidente.
. Xipe Totec: deus do leste, irmão de Quetzalcoatl.
. Huitzilopochtli: deus da guerra e do sul, irmão de Quetzalcoatl.
. Tezcatilipoca: deus da noite e do norte, irmão e inimigo de Quetzalcoatl.
. Quetzalpetlatl: irmã de Quetzalcoatl.
. Tonatiuh: governava o céu asteca, deus do oriente e do sol.
. Coatlicue: mãe de Huitzilopochtli.
. Tlatoc: deus da chuva
. Xochiquetzal: bela deusa do amor sexual.
. Mictlantechuhtli: senhor do reino dos mortos e deus do mundo inferior.
. Coyolxauqui: filha de Coatlicue.
. Tlazolteotl: deusa da imoralidade.

. MAIAS
. Chac: deus da chuva
. Itzamna: deus do sol, senhor do ocidente e do oriente, do dia e da noite, divindade portadora de conhecimento, cultura e escrita.
. Ekchuah: protegia mercadores e viajantes e era o Líder da Guerra Negra.
. Ixtab: deusa guardiã dos suicidas.

. INCAS
. Viracocha: deus das tempestades e do sol, deus criador supremo dos incas do Peru.
. Inti: deus-sol, divindade benevolente.
. Pachamama: mãe-terra, deusa da fertilidade.
. Mama Kilya: deusa da lua.

PARA CONHECIMENTO E REFLEXÃO
 
"Perdemos o direito de charmarmo-nos americanos, A América é para o mundo, nada mais do que os Estados Unidos: nós habitamos, no máximo, numa sub-américa, numa América de segunda classe, de nebulosa identificação."
Eduardo Galeano
Uruguai
[As Veias Abertas da América Latina]
 
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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Tai Chi Chuan e a importância da respiração

Tai Chi Chuan no Parque Barigui - Curitiba, PR. Foto: Acervo Levis Litz
Praticar Tai Chi Chuan (Taijiquan) é algo que ao ser realizado mobiliza uma rede imensa de conexões, intercambiam fatores físicos, mentais, emocionais, sócioculturais, entre outros. Além de vasto preparo técnico o praticante precisa estar em sintonia com o seu corpo, o que inclui sua respiração. A respiração também é uma dança, um fluxo e um refluxo vitais. Com ela realizamos a troca mais íntima entre o exterior e o interior. Respirar lenta e profundamente com a utilização adequada da musculatura costo-abdominal, sempre foi bom para aquecer o corpo, tranquilizar a mente, curar vertigens, dizer com coragem e uma série de outras coisas. Aprender a realizar plenamente as coisas pequenas. Com boa respiração podemos entrar em contato com nossa essência e sua serenidade.

A importância de se ter noção do correto direcionamento a ser tomado, ponto importante para o praticante do Tai Chi Chuan é saber respirar, controlar a forma correta de inspirar e expirar durante os movimentos para poder adquirir mais potência em suas ações. A respiração é uma fonte de qi e a mais importante de todas.

“A respiração do bebê ou respiração abdominal é a respiração padrão do Tai Chi. Trata-se de inspirar e naturalmente expandir o abdome juntamente com os pulmões e expirar contraindo-os. Esta respiração melhora nossa capacidade de oxigenação e acalma a mente. O abdome deve estar sempre relaxado e a respiração deve ser calma, profunda, fina e solta. Não devemos prender a respiração e nem endurecer o abdome.” (Sasso, São Paulo, p.15.)

Uma vez que o praticante consiga equilibrar sua mente, seu corpo, sua respiração e seu qi, então poderá estabelecer o controle de seu espírito. “A essência do t´ai chi é na realidade ajudar cada um a travar conhecimento do seu próprio sentido de crescimento potencial, do processo criativo de simplesmente ser o que se é. O t´ai chi ajuda você a ser você, e a deixar que esse sentido de admiração, evolução e constante alegria de mudança aconteça em você. T´ai chi é uma disciplina na qual você como pessoa, como ser humano, pode mergulhar e praticar, e lhe trará bons proveitos.” (Huang, 1979, p. 85.)

Inúmeros setores do conhecimento humano se voltam para o estudo e prática da respiração. Não é rara a utilização que a medicina faz de técnicas de relaxamento associadas à respiração, para obter resultados orgânicos específicos. As artes marciais dedicam longo tempo de trabalho e estudo com ênfase em práticas respiratórias, como é o caso do Tai Chi Chuan, que se dispõe a trabalhar com a energia oriunda da respiração concentrada, para atingir um nível incomum de energia (qi). Os músicos estão bastante familiarizados a termos, tais como: “a base de bons fraseados musicais está na respiração”, qualquer instrumentista ou cantor já ouviu isto. Principalmente para o canto, que retira da respiração toda a energia básica para a emissão e interpretação. As religiões sempre estiveram atentas ao fenômeno respiratório. Sabiamente, as celebrações religiosas são permeadas de cantos, nos quais a comunidade participa ativamente. Nestes momentos, o povo se sente revigorado, mais aberto com os pulmões cheios de ar, o corpo vitalizado, neurônios bem oxigenados... Para os praticantes da meditação, o primeiro passo a ser tomado consiste em entrar em contato com a própria respiração, tranquilizando-a. A repetição sucessiva de uma palavra ou som, a mantralização, permite, ao emitir longamente o som, que o indivíduo aprofunde sua respiração, oxigenando melhor seu corpo e tranquilizando sua mente.

Tecnicamente, podemos dizer que a respiração ocorre de três maneiras distintas:
. alta - com elevação dos omoplatas e pressão subglótica aumentada;
. média - com a participação das costelas flu-tuantes e abaulamento do terço superior do abdome;
. baixa - com movimento amplo diafragmático, afastamento das costelas flutuantes e pronunciamento leve do abdome. Sem dúvida, o terceiro tipo respiratório é o mais indicado para o canto, para práticas de relaxamento, concentração, massageamento abdo-minal, nutrição celular, práticas terapêuticas e também para as artes marciais, bioenergética, tai chi chuan e meditação. Pois, esta é a respiração mais completa, a que proporciona maior absorção de oxigênio através de movimentos tranquilos, libera a musculatura torácica e, portanto, os músculos que envolvem a laringe, onde se situam as preciosas cordas vocais (pregas vocais) permitindo maior flexibilidade e resposta tônica durante a emissão.

Observou-se que pessoas submetidas a tensões e ansiedades, utilizam invariavelmente o primeiro tipo de respiração, manifestando graus variados de paralisia do diafragma e da musculatura que envolve a cinta abdominal. A respiração se torna rápida e insuficiente. Se a respiração for gradualmente alterada para o terceiro tipo, a pessoa obterá modificações nas respostas fisiológicas, com alterações mentais características. Mudanças no pH da urina e sangue também são observadas. O indivíduo manifestará uma diminuição rítmica em seus batimentos cardíacos, uma sensação de calma e retorno da capacidade de raciocínio com clareza e coerência. A bioenergética se ateve com afinco ao trabalho respiratório, correlacionado ao tipo caracteriológico individual, e até mesmo funcionando como desvelador da situação momentânea do paciente. Também foi acionada como possível chave para auxílio terapêutico. Como diz Carlos R. Briganti: “O movimento respiratório é sinônimo de troca afetiva. Quem se encontra impossibilitado de trocar afeto, não respira. Suga e não expira. O peito vai se estufando, emplumando para si mesmo. A paixão de si mesmo tranca a porta das emoções, travando o diafragma. O diafragma travado impede a livre comunicação entre vísceras e coração.” O primeiro não-eu a ser conscientizado é o ar. E as religiões desenvolveram ideias tais como: “o sopro de Deus”, “a respiração de Brahma”, “o Qi do Universo” etc.

É evidente o conteúdo relacional do eu com o outro através da respiração. Relação consiste em troca. Troca gasosa com o meio, que abarca o internalizar e o exteriorizar, o ritmo, a pulsação, o receber e o devolver transformado, a estimulação ou a amenização de determinados afetos. Para não sentir uma dor muito forte, suspende-se a respiração; para prolongar sensações prazerosas, imprime-se profundidade à respiração. Bloqueios físicos, acúmulos de tensões, podem sugerir dificuldades com a própria espiritualidade. “Padrões reprimidos ou tensões musculares crônicas que bloqueiam o fluxo de impulsos e sentimentos não só enfraquecem a eficiência da pessoa em si como limitam também seu contato e suas interações com o mundo, reduzindo o sentido de pertinência e de participação no mundo, restringindo, em última análise, o grau de espiritualidade.” (Lowen)

O ritmo da vida é o ritmo de nossa própria respiração, que, como já vimos, sofre interferências das tensões vividas e da própria concepção de como se deve respirar. Por exemplo, em uma concepção mais rígida e narcisista é o peito que deve ser inflado, na inspiração, para projetar uma imagem de eu supervalorizada e potente. Uma respiração mais ampla e nutritiva, porém, é contrária ao modelo acima citado, pois implica em movimento abdominal. Melhor dizendo: é a respiração que envolve toda a cintura abdominal.

Tai Chi Chuan no SESC Água Verde, Curitiba, PR. Foto: Acervo Levis Litz

Nossa cultura não valoriza a experiência do sentimento e, de forma equivalente, imobiliza a barriga, região que, desde antes do nascimento, no período fetal, era o centro da respiração e da nutrição. Para os chineses, é na barriga que se representa o Mar da Vida. O choro, a tristeza e a gargalhada emergem dela. É como se pudéssemos simbolizar nossa barriga por um caldeirão, que absorve e degrada substâncias. Certamente, a barriga é a região de impacto, onde nossas emoções terão representação e eco através do peristaltismo intestinal, do enrijecimento ou relaxamento muscular, das dores gástricas. É natural, neste contexto, o fato de que respirar corretamente implica em entrar em contato direto com as próprias emoções e sentimentos, o que, para muitos de nós, pode ser doloroso e assustador. Mas, como o próprio Lowen disse: “para chegarmos a experienciar nossa alegria, impreterivelmente teremos de passar por nosso desespero.”

“Ideias primitivas vieram associar-se ao cristianismo antigo, simbolizando a barriga como a morada dos espíritos da escuridão (habitantes das regiões de baixo). Aí também, na morada do diabo, queima o fogo da sexualidade.” (Lowen). Portanto, reprimindo a sexualidade e imobilizando a musculatura abdominal a pessoa poderia sentir o fluxo quente e vital percorrer a parte de cima do corpo, que era considerada celestial e pura. Não raro vemos gravuras e pinturas do medievo, retratando o diabo com uma protuberância abdominal. Eis aí uma retração diabólica do ventre. O sagrado se desprende do ventre para habitar a cabeça e, sem perceber, desta forma, fugimos da espiritualidade, segregando-a a uma parte limitada de nosso organismo. Hoje sabemos que todo o corpo é divino e que sexualidade e espiritualidade podem andar juntas, como manifestação do nosso poder amoroso criativo.

Quando discorremos sobre a respiração mais indicada, estamos nos referindo justamente à respiração que promove um movimento rítmico na barriga e pélvis, e que unifica a parte inferior com a parte superior do corpo. Por muito tempo, respirar mal foi sinal de elegância, peito arfando, espartilhos, cintos apertados, sapatos altos e coluna retorcida. Fumar ainda é tido por muitos como sinal de elegância. A barriga saliente foi perseguida por toda uma sociedade moldada pelos modismos. A criança, o animal e o aborígine não são pressionados por estas leis estéticas e portanto podem respirar como melhor convém ao seu organismo, isto é, com o movimento de ir e vir de seu abdome. Respirar pouco e sentir pouco. Pouca dor, quase nenhum prazer. Que tal arriscar sentir e respirar mais? Que tal viver mais intensamente os seus sentimentos?

Uma respiração longa, lenta e profunda pode criar dentro de cada um de nós um oásis particular de harmonia, paz e saúde. De graça, veja só. Utilizável em qualquer hora, em qualquer lugar, por qualquer pessoa, em qualquer situação.

“Já pensou no guarda apitando furioso porque você atrapalhou completamente o trânsito e você ali, respirando lenta e profundamente enquanto as coisas se resolvem, sem abalar por um segundo sequer a harmonia de seu ser? Sem deixar a sua integridade que afinal foi dada por Deus, ser atingida, por uma mera contingência do caos urbano.” Sonia Hirsch.

“Foi o vento que nos deu vida. É o vento que sai agora das nossas bocas, que nos dá a vida. Quando ele deixa de soprar, morremos. Na pele da ponta dos nossos dedos vemos a marca do vento; ela nos ensina onde ele soprou quando os nossos ancestrais foram criados.” dos Índios Navajo. “A última expiração verá o nascimento do Nome: A última inspiração, o coroamento dos esponsais divino- humanos. O último alento reintegrará o Homem no alento divino arquetípico no seio do Pai, Aïn, de onde tudo procede e para onde tudo volta.” Souzenelle.

Fisiologia Respiratória

O tórax possui um total de 12 costelas que se inserem posteriormente na coluna vertebral e anteriormente no esterno, com exceção das duas últimas que não tem inserção anterior, sendo, portanto, mais livres para expandir. Há dois grupos musculares inseridos nas costelas, os intercostais internos, participantes da expiração, e os intercostais externos, responsáveis pela inspiração. Fechando a caixa torácica inferiormente, está o músculo diafragma, que tem a forma de cúpula e que, quando se contrai, na inspiração, se retifica, empurrando o intestino e demais vísceras inferiormente. Os músculos reto, oblíquo e transverso abdominais são os principais pela expiração forçada utilizada em frases prolongadas ou na emissão com alta intensidade.

Podemos dividir a musculatura respiratória em inspiratória e expiratória. A primeira compreende o diafragma e os intercostais externos, os escalenos, os grandes e pequenos peitorais, os grandes dorsais e os elevadores da escápula. A segunda é composta pelos intercostais internos, os denteados, os retos abdominais, os transversos abdominais e os oblíquos internos e externos. O funcionamento respiratório natural é um processo ativo na inspiração e quase passivo na expiração. Para que o ar entre nos pulmões o diafragma se contrai, ficando retificado e, ajudado pelos músculos intercostais externos, gera uma pressão negativa entre a pleura pulmonar e a parede externa do tórax. Com isso, o ar é sugado pelos alvéolos, preenchendo-os.

No momento de expirar, há um relaxamento do diafragma e dos intercostais externos, o que facilita o mecanismo elástico do tecido pulmonar e cartilagens costais, levando o tórax a sua posição de repouso e à saída de ar dos pulmões. A expiração pode ser ajudada pela contração dos músculos abdominais (retos, transversos e oblíquos), levando a uma expiração forçada e mais profunda.

O diafragma é conhecido como músculo delgado e achatado, que faz uma divisão entre o tórax e o abdome. Possui forma côncava e é mais alto à direita do que à esquerda, durante a expiração se eleva até a altura do quinto arco costal, à direita, e do sexto arco, à esquerda. O ponto onde o diafragma sustenta o coração é fibroso e não acompanha a ampla movimentação de seu restante. O peritônio que forra a cavidade abdominal como uma pleura apresenta estreitos laços que unem o diafragma aos psoas, ao quadrado lombar e aos transversos do abdome. Os psoas, assim como o diafragma recebem comandos do sistema nervoso autônomo pela via do nervo vago e do sistema nervoso central pela via do nervo frênico. A ação combinada do diafragma sobre D12-L1-L2 e dos psoas sobre L3, particularmente, que resulta a curva lombar fisiológica. Esta lordose é necessária para a boa fisiologia dos discos intervertebrais. Porém, ela não deve ser excessiva. O diagragma é o principal músculo da respiração, dependendo intensamente da estática vertebral, uma vez que ele também age sobre ela. O trabalho terapêutico da respiração é uma excelente maneira de conectar a pessoa com aquilo que ela sente, de trazer consciência sobre o seu sentir e, portanto, lhe favorecer a escolha de caminhos na vida. O Tai Chi Chuan em consonância com toda esta dinâmica ajuda o praticante a dar fluxo às quatro forças internas, muito importantes: a imaginação , o sentimento, o pensamento e a ação. “Por isso: se armas são fortes, não sairão vitoriosas; quando as árvores são duras, são abatidas. O que é grande e forte diminui. O que é suave e fraco prospera.” Lao Tsé. Só nos resta seguir nossa respiração com suave profundidade enquanto nos movimentamos por nossas alegrias e angústias, enquanto traçamos no ar o movimento de nossos corpos, realizando o Tai Chi mais perfeito que pudermos.

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- Artigo de autoria de Emerli Schlögl e Levis Litz - publicado na Revista Tai Chi Brasil, Edição nº 11 - http://www.revistataichibrasil.com.br/
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História de Viagem - A caminho da Europa

Castelo de Dover, Inglaterra. Foto: Levis Litz
Escrever dicas de viagem pela Europa pode ser um pouco arriscado, principalmente se considerarmos que estamos nos referindo a uma área com cerca de dez milhões de quilômetros quadrados e de dezenas de países. Mas se você deseja conhecer as maravilhas e encantos do Velho Mundo, siga em frente, até hoje nunca ouvi alguém dizer que se arrependeu.

A origem

Na mitologia grega, Europa é uma das filhas, assim como a Ásia, dos deuses Tétis e Oceano. O nome Europa já era utilizado nos séculos IX e VIII a..C. para identificar a parte continental da Grécia. Alguns estudiosos acreditam que a palavra Europa tem origem semítica: ereb (a região onde o sol se põe).

Fim de tarde em Portugal. Foto: Levis Litz
Embarque nessa!

Para quem está interessado em conhecer a Europa de uma maneira mais confortável e cômoda, a melhor opção é ir direto às agências de turismo que possuem pacotes turísticos fechados. Incluem passagens aéreas e terrestres, translados, roteiros, trajetos e passeios prontos, além de guias acompanhantes que falam português. Pacotes promocionais, que incluem bons hotéis e refeições, podem oferecer diversos serviços por um preço bastante acessível.

Em épocas de baixa temporada quando os períodos são mais tranquilos e o clima mais agradável - outono e primavera - as passagens aéreas tornam-se mais baratas. Na alta temporada, quando acontece as férias, a maioria das pessoas viaja. Os preços sobem, os hotéis ficam lotados e multidões compartilham, ao mesmo tempo, uma única atração turística. Imagine aquela obra, lugar ou monumento que você considera importante e quesonhou muito em ver algum dia. Você, finalmente, chega lá. Tão próximo - que emoção! De repente, te colocam numa fila porque há gente demais e tempo de menos. E quando você percebe, já acabou. Assim é a vida de turista na alta estação.

Parque em Madri - Espanha. Foto: Levis Litz
Aos que gostam de um pouco mais de aventura, uma ótima opção é programar pessoalmente o roteiro. Fazer um curso intensivo de inglês para viagem pode ajudar na comunicação. Com um vocabulário básico na cabeça é possível procurar hotel, comprar comida, obter informações e se dar bem. A melhor maneira de conhecer os centros de cidades como Amsterdã, Munique, Londres, Roma, Lisboa, Atenas, entre outras, é andar a pé. Aproveita-se muito mais o visual e o ambiente. Para os trajetos mais distantes existem ônibus ou metrôs. O passeio torna-se mais completo ao admirar-se o material turístico - mapas da cidade e do
meio de transporte - que são encontrados em diversos pontos de informações nas estações de trens, aeroportos e agências de turismo. Em muitos países, esse material é distribuído gratuitamente.

Para se deslocar a outras cidades da Europa, o meio de transporte mais comum é o trem, principalmente para os viajantes solitários, casais ou duplas. Entretanto, para um grupo com três ou mais pessoas, o sistema mais interessante é alugar um automóvel. O custo não é tão alto, depende do modelo do carro, além de ter como vantagens: a mobilidade, economia de tempo e apreciar de perto a cultura de cada país. As auto-estradas são bem sinalizadas e seguras. O limite de velocidade, em média, é de 130 km/h. Na maioria dos países, as auto-estradas tem pedágios, mas sempre existe as rotas alternativas que não custam nada. Uma sugestão antes de cruzar a fronteira: gaste todo o trocado de moedas. As casas de câmbio não aceitam moedas para troca de dinheiro estrangeiro.

Dublin - Irlanda. Foto: Levis Litz
Aviso aos novos viajantes

Ao viajar para um continente que tem grandes cadeias de montanhas, como os Pirineus, Alpes, Bálcãs e Cárpatos, Terras Altas e grandes planícies e visitar pontos do litoral europeu que é recortado com várias penínsulas, como a Ibérica, Balcânica, Itálica e Escandinava, lembre-se de que você está num mundo em constante transformação. Se você tem dicas de amigos que já viajaram pela Europa, certifique-se se ainda estão válidas. Preços podem ter subido, hotéis podem ter fechado e políticas governamentais a respeito de vistos para estrangeiros podem rapidamente alterar. Os europeus já descobriram o potencial turístico dos brasileiros. Por isso, de uma forma geral, você será bem recebido na Europa. Agora é só questão de você se planejar e marcar a data - boa viagem!
 
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Senso crítico - Saiba que...

Jornalista Levis Litz
Aprender a ter o senso crítico e cultivá-lo para que nos dê um prumo equilibrado referente a nossa humanidade, acredito ser imprescindível como condição para ser um humano sensato. Não devemos ser pessimistas, mas sim estar sempre de olho, divulgar, cobrar, reclamar, denunciar, enfim: agir - somente assim há esperança de um mundo mais humano

Saiba que ...

-> Repressão de informação - Entre as tristes coisas que acontecem na História do Homem, houve um tempo que para defender o brutal e cruel assassinato dos golfinhos indefesos, o governo japonês promoveu táticas de repressão de informação a qualquer um que tentasse documentar as atrocidades - tornando-se ilegal fotografar ou filmar a matança de golfinhos e pequenas baleias. Será que ainda continua assim?

-> O que o Tio Sam realmente quer - Se alguém quiser ter conhecimento sobre as intenções dos Estados Unidos em relação ao mundo, basta ler o Estudo de Planejamento Político 23, escrito por George Kennan, diretor do planejamento do Departamento de Estado (EUA) em 1948. Veja algumas linhas: "Nós temos cerca de 50% da riqueza mundial. Nossa verdadeira tarefa, é planejar um padrão de relações que nos permitirá manter esta posição de desigualdade... Para agir assim, teremos de dispensar todo sentimentalismo e devaneio; nossa atenção deve concentrar-se, em nossos objetivos nacionais imediatos... Precisamos parar de falar de vagos e... irreais objetivos, tais como direitos humanos, elevação do padrão de vida e democratização. Então, quanto menos impedidos formos por slogans idealistas, melhor." (Fonte: Livro "O que o Tio Sam realmente quer", Noam Chomsky, Editora UNB. Páginas: 12 e 13.). Se em 1948 já era assim, como deve ser hoje? É só ler os jornais.

-> Contra tribos não-civilizadas - Winston Churchil, como secretário de Estado no Ministério da Guerra na Grã-Bretanha em 1919, autorizou o uso de armas químicas contra os árabes e respondeu com contrariedade as apreensões da época:  "Não entendo esses escrúpulos sobre o uso do gás. Sou fortemente a favor de usar gás venenoso contra tribos não-civilizadas."

-> Memorando 68: Aliança EUA - Nazistas - Você tinha ideia que... O Memorando 68 do Conselho de Segurança Nacional dos EUA de 1950 implementou uma estratégia para fomentar sementes de destruição dentro do Sistema Soviético? Liderada por Reinhardt Gehlen, ex diretor da Inteligência Nazista, um exército secreto de espionagem formado pela aliança EUA - Nazistas, atuou intensamente na Europa Oriental e estendeu suas operações para a América Latina e outras partes do mundo.

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História de Viagem - Canela: uma cidade encantadora

Canela, RS. Fotos: Levis Litz
As belíssimas paisagens da Serra Gaúcha misturadas com as reminiscências alemãs e italianas aparecem com força na agricultura, no idioma, na arquitetura, na gastronomia e no costume de fazer e beber vinho. Não é por acaso que os visitantes da Serra Gaúcha a denominem como a "Pequena Itália". Uma região colonizada por italianos e alemães que têm cenários, em alguns casos, imutáveis há mais de um século. Sua geografia é composta por florestas nativas, vales, rios, cascatas, canyons e fauna abundante. A visão que se deslumbra das paisagens verdejantes é uma das descobertas mais fascinantes para quem percorre aquele pedaço do Rio Grande do Sul.

Uma região afortunada

Canela é uma das cidades que compõe a Região das Hortênsias. É a principal rival de Gramado, são separadas apenas por sete quilômetros e o belo Vale do Quilombo. As duas cidades disputam a preferência dos turistas. Os habitantes levam tão a sério o turismo que nota-se uma certa disputa discreta para saber qual tem a preferência no coração do viajante. Os vencedores desta "disputa" somos nós. Como suas cidades vizinhas, Canela lembra uma imagem européia, embora fique bem no Brasil, a apenas cerca de 150 quilômetros de Porto Alegre.

Situada a 900 metros do nível do mar, é nessas paragens que reside a alma pura dos primeiros imigrantes. A herança é revestida com a alegria e o vigor dos seus antepassados. O espaço do contraste do novo com o antigo é dividido harmoniosamente em algumas partes da cidade, inclusive na praça central. Entre as atrações de Canela podemos encontrar a Catedral de Pedra com uma torre de 65 metros de altura e um carrilhão de 12 sinos construída em devoção a Nossa Senhora de Lourdes, o Parque O Mundo a Vapor, onde a história da máquina a vapor é recriada, e as belezas naturais para quem gosta de caminhadas, passeios em meio a natureza e belos panoramas. Inúmeras trilhas levam aos mais belos recantos da região. A dois quilômetros e meio do centro há o Parque das Sequoias e a doze quilômetros existe o Parque das Corredeiras que é atravessado pelo rio Paranhana. O Parque das Sequoias parece nos convidar a longas caminhadas.

Alegria ecológica

Uma das razões de Canela ser uma das cidades mais procuradas pelas pessoas adeptas do turismo ecológico é a presença do Parque do Caracol, sede do Projeto Loboguará, a sete quilômetros do centro, onde existe uma impressionante cascata, com uma queda livre de 131 metros de altura que pode ser visto de um mirante à beira do abismo. Para aqueles que gostam de explorar a fundo em seus passeios, uma interminável escadaria de 690 degraus, o equivalente a 47 andares, permite o acesso, em meio à vegetação, à sua base. É um passeio impressionante. A mesma impressão vale também para o Parque da Ferradura, a 14 quilômetros do centro, com um cânion de 400 metros de profundidade, vales e campos cercados por mata nativa. É uma fascinante viagem ao encontro da natureza.

Educação ambiental

Pioneiro em curso de ecologia, educação ambiental e passeios ecológicos orientados em parques, o Projeto Loboguará, implantado em 1992, utiliza como base e sede, uma antiga residência dos descendentes de Guilherme Wasen, construída em 1954, com madeira de pinheiro araucária, no Parque Estadual do Caracol. Wasen, natural da Alemanha, foi o primeiro colono, em 1863, a chegar na região. O Projeto já atendeu milhares de estudantes de escolas de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A natureza com suas florestas, campos, fauna, rios, rochas, entre outros, servem como matéria prima de educação. Este é um bom exemplo de política ambiental. A terra, a àgua, o ar, os animais, as plantas e as pessoas que defendem ecologia agradecem. Canela, de fato, é uma cidade encantadora e merece nossa estima e visita.
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Tai Chi - Praticar pela razão que cada um deve encontrar em si mesmo


Professor Levis Litz no Jardim Botânico. Curitiba, PR.
Uma das coisas admiráveis na prática do Tai Chi Chuan é justamente o leque de opções que se abre ao praticante com infinitas e maravilhosas possibilidades, pois para muitos, na busca do Tai Chi, o que realmente interessa é obter uma melhor qualidade de vida e boa saúde. Para outros, é a filosofia que abrange essa distinta e fina arte marcial. Entretanto, a pergunta básica que move a vontade de um interessado é elementar: Tai Chi Chuan - por que praticar?

Embora a resposta seja simples, o Tai Chi deve ser praticado pela razão que cada um encontra em si mesmo. Essa razão é que faz a diferença entre seus praticantes.

O professor Levis Litz está escrevendo um livro fundamentado em entrevistas com médicos, terapeutas, praticantes, professores e mestres de Tai Chi no Brasil e no exterior, incluindo a China (o berço do Tai Chi). Na obra há uma coletânea considerável, justamente com esse questionamento: “Tai Chi Chuan - por que praticar?”.

Prof. Levis Litz
Entre as centenas de razões recebidas pelo autor, está a do Shi Fu de Tai Chi, Niall O`Floinn, que afirmou: “O Tai Chi oferece um benefício para a saúde melhor do que qualquer outro exercício, devido ao seu efeito sobre o sistema nervoso, reduzindo o estresse, melhorando o sistema imunológico, desenvolvendo um bom equilíbrio e flexibilidade e reduzindo a rigidez corporal e a dor associados as condições degenerativas dos ossos e articulações. Os movimentos lentos e relaxados executados de forma circulares promovem uma boa circulação do sangue e da energia e melhora a digestão e o tônus muscular do corpo como um todo. Aptidão, força e velocidade aumentam com o passar do tempo e a confiança do praticante vem com a capacidade de se defender, tornando-se mais calmo e sentindo-se com mais energia. É uma arte que agrada a todas as idades e classes sociais e traz muita felicidade e paz de espírito. As pessoas tendem a permanecer com o Tai Chi por um longo tempo e, portanto, desfrutam de muitos benefícios, além das amizades que acabam fazendo com outras pessoas que encontram nas aulas.”

Shi Fu Niall O`Floinn e o professor Levis Litz.
Outro praticante de Tai Chi, Guilherme Schülli, revela: “O Tai Chi é um descaminho das agruras da modernidade. É uma prática onde eu posso exercitar o olhar para mim sem o filtro da produção acelerada, do consumismo, do hedonismo e de tantas outras coisas que nos conformam com um mundo um pouco menor do que aquele em que eu acredito. É uma prática de digerir a vida em movimento, de sentir o clima dos espaços abertos, de viver a cidade. De não precisar comprar um uniforme, um tênis ou outra bugiganga: é a contracultura do ser simples, de cuidar do corpo como um todo, sentir os tendões e músculos de minhas ideias. Me ensina a trazer os sentimentos desmedidos ao centro e reconhecê-los. É a disciplina de acordar e me encontrar com o “Chi Kung” no ar frio de Curitiba antes mesmo do primeiro chimarrão. Tai Chi é receber os movimentos caóticos da vida com os pés firmes no chão. Isto é suficiente como motivo para praticar muito!”.

Praticantes ao fim de um seminário de Tai Chi Chuan. Curitiba, PR. Foto: Acervo/Levis Litz
Enfim, após o iniciante se decidir pelo Tai Chi, é importante considerar que, para sua prática, deve procurar um professor de qualidade, de preferência endossado por uma instituição reconhecida e respeitada. Quanto ao livro? O autor diz que assim que for publicado avisará em sua página na internet: www.TaiChiCuritiba.com.br