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Tai Chi Chuan e a importância da respiração

Tai Chi Chuan no Parque Barigui - Curitiba, PR. Foto: Acervo Levis Litz
Praticar Tai Chi Chuan (Taijiquan) é algo que ao ser realizado mobiliza uma rede imensa de conexões, intercambiam fatores físicos, mentais, emocionais, sócioculturais, entre outros. Além de vasto preparo técnico o praticante precisa estar em sintonia com o seu corpo, o que inclui sua respiração. A respiração também é uma dança, um fluxo e um refluxo vitais. Com ela realizamos a troca mais íntima entre o exterior e o interior. Respirar lenta e profundamente com a utilização adequada da musculatura costo-abdominal, sempre foi bom para aquecer o corpo, tranquilizar a mente, curar vertigens, dizer com coragem e uma série de outras coisas. Aprender a realizar plenamente as coisas pequenas. Com boa respiração podemos entrar em contato com nossa essência e sua serenidade.

A importância de se ter noção do correto direcionamento a ser tomado, ponto importante para o praticante do Tai Chi Chuan é saber respirar, controlar a forma correta de inspirar e expirar durante os movimentos para poder adquirir mais potência em suas ações. A respiração é uma fonte de qi e a mais importante de todas.

“A respiração do bebê ou respiração abdominal é a respiração padrão do Tai Chi. Trata-se de inspirar e naturalmente expandir o abdome juntamente com os pulmões e expirar contraindo-os. Esta respiração melhora nossa capacidade de oxigenação e acalma a mente. O abdome deve estar sempre relaxado e a respiração deve ser calma, profunda, fina e solta. Não devemos prender a respiração e nem endurecer o abdome.” (Sasso, São Paulo, p.15.)

Uma vez que o praticante consiga equilibrar sua mente, seu corpo, sua respiração e seu qi, então poderá estabelecer o controle de seu espírito. “A essência do t´ai chi é na realidade ajudar cada um a travar conhecimento do seu próprio sentido de crescimento potencial, do processo criativo de simplesmente ser o que se é. O t´ai chi ajuda você a ser você, e a deixar que esse sentido de admiração, evolução e constante alegria de mudança aconteça em você. T´ai chi é uma disciplina na qual você como pessoa, como ser humano, pode mergulhar e praticar, e lhe trará bons proveitos.” (Huang, 1979, p. 85.)

Inúmeros setores do conhecimento humano se voltam para o estudo e prática da respiração. Não é rara a utilização que a medicina faz de técnicas de relaxamento associadas à respiração, para obter resultados orgânicos específicos. As artes marciais dedicam longo tempo de trabalho e estudo com ênfase em práticas respiratórias, como é o caso do Tai Chi Chuan, que se dispõe a trabalhar com a energia oriunda da respiração concentrada, para atingir um nível incomum de energia (qi). Os músicos estão bastante familiarizados a termos, tais como: “a base de bons fraseados musicais está na respiração”, qualquer instrumentista ou cantor já ouviu isto. Principalmente para o canto, que retira da respiração toda a energia básica para a emissão e interpretação. As religiões sempre estiveram atentas ao fenômeno respiratório. Sabiamente, as celebrações religiosas são permeadas de cantos, nos quais a comunidade participa ativamente. Nestes momentos, o povo se sente revigorado, mais aberto com os pulmões cheios de ar, o corpo vitalizado, neurônios bem oxigenados... Para os praticantes da meditação, o primeiro passo a ser tomado consiste em entrar em contato com a própria respiração, tranquilizando-a. A repetição sucessiva de uma palavra ou som, a mantralização, permite, ao emitir longamente o som, que o indivíduo aprofunde sua respiração, oxigenando melhor seu corpo e tranquilizando sua mente.

Tecnicamente, podemos dizer que a respiração ocorre de três maneiras distintas:
. alta - com elevação dos omoplatas e pressão subglótica aumentada;
. média - com a participação das costelas flu-tuantes e abaulamento do terço superior do abdome;
. baixa - com movimento amplo diafragmático, afastamento das costelas flutuantes e pronunciamento leve do abdome. Sem dúvida, o terceiro tipo respiratório é o mais indicado para o canto, para práticas de relaxamento, concentração, massageamento abdo-minal, nutrição celular, práticas terapêuticas e também para as artes marciais, bioenergética, tai chi chuan e meditação. Pois, esta é a respiração mais completa, a que proporciona maior absorção de oxigênio através de movimentos tranquilos, libera a musculatura torácica e, portanto, os músculos que envolvem a laringe, onde se situam as preciosas cordas vocais (pregas vocais) permitindo maior flexibilidade e resposta tônica durante a emissão.

Observou-se que pessoas submetidas a tensões e ansiedades, utilizam invariavelmente o primeiro tipo de respiração, manifestando graus variados de paralisia do diafragma e da musculatura que envolve a cinta abdominal. A respiração se torna rápida e insuficiente. Se a respiração for gradualmente alterada para o terceiro tipo, a pessoa obterá modificações nas respostas fisiológicas, com alterações mentais características. Mudanças no pH da urina e sangue também são observadas. O indivíduo manifestará uma diminuição rítmica em seus batimentos cardíacos, uma sensação de calma e retorno da capacidade de raciocínio com clareza e coerência. A bioenergética se ateve com afinco ao trabalho respiratório, correlacionado ao tipo caracteriológico individual, e até mesmo funcionando como desvelador da situação momentânea do paciente. Também foi acionada como possível chave para auxílio terapêutico. Como diz Carlos R. Briganti: “O movimento respiratório é sinônimo de troca afetiva. Quem se encontra impossibilitado de trocar afeto, não respira. Suga e não expira. O peito vai se estufando, emplumando para si mesmo. A paixão de si mesmo tranca a porta das emoções, travando o diafragma. O diafragma travado impede a livre comunicação entre vísceras e coração.” O primeiro não-eu a ser conscientizado é o ar. E as religiões desenvolveram ideias tais como: “o sopro de Deus”, “a respiração de Brahma”, “o Qi do Universo” etc.

É evidente o conteúdo relacional do eu com o outro através da respiração. Relação consiste em troca. Troca gasosa com o meio, que abarca o internalizar e o exteriorizar, o ritmo, a pulsação, o receber e o devolver transformado, a estimulação ou a amenização de determinados afetos. Para não sentir uma dor muito forte, suspende-se a respiração; para prolongar sensações prazerosas, imprime-se profundidade à respiração. Bloqueios físicos, acúmulos de tensões, podem sugerir dificuldades com a própria espiritualidade. “Padrões reprimidos ou tensões musculares crônicas que bloqueiam o fluxo de impulsos e sentimentos não só enfraquecem a eficiência da pessoa em si como limitam também seu contato e suas interações com o mundo, reduzindo o sentido de pertinência e de participação no mundo, restringindo, em última análise, o grau de espiritualidade.” (Lowen)

O ritmo da vida é o ritmo de nossa própria respiração, que, como já vimos, sofre interferências das tensões vividas e da própria concepção de como se deve respirar. Por exemplo, em uma concepção mais rígida e narcisista é o peito que deve ser inflado, na inspiração, para projetar uma imagem de eu supervalorizada e potente. Uma respiração mais ampla e nutritiva, porém, é contrária ao modelo acima citado, pois implica em movimento abdominal. Melhor dizendo: é a respiração que envolve toda a cintura abdominal.

Tai Chi Chuan no SESC Água Verde, Curitiba, PR. Foto: Acervo Levis Litz

Nossa cultura não valoriza a experiência do sentimento e, de forma equivalente, imobiliza a barriga, região que, desde antes do nascimento, no período fetal, era o centro da respiração e da nutrição. Para os chineses, é na barriga que se representa o Mar da Vida. O choro, a tristeza e a gargalhada emergem dela. É como se pudéssemos simbolizar nossa barriga por um caldeirão, que absorve e degrada substâncias. Certamente, a barriga é a região de impacto, onde nossas emoções terão representação e eco através do peristaltismo intestinal, do enrijecimento ou relaxamento muscular, das dores gástricas. É natural, neste contexto, o fato de que respirar corretamente implica em entrar em contato direto com as próprias emoções e sentimentos, o que, para muitos de nós, pode ser doloroso e assustador. Mas, como o próprio Lowen disse: “para chegarmos a experienciar nossa alegria, impreterivelmente teremos de passar por nosso desespero.”

“Ideias primitivas vieram associar-se ao cristianismo antigo, simbolizando a barriga como a morada dos espíritos da escuridão (habitantes das regiões de baixo). Aí também, na morada do diabo, queima o fogo da sexualidade.” (Lowen). Portanto, reprimindo a sexualidade e imobilizando a musculatura abdominal a pessoa poderia sentir o fluxo quente e vital percorrer a parte de cima do corpo, que era considerada celestial e pura. Não raro vemos gravuras e pinturas do medievo, retratando o diabo com uma protuberância abdominal. Eis aí uma retração diabólica do ventre. O sagrado se desprende do ventre para habitar a cabeça e, sem perceber, desta forma, fugimos da espiritualidade, segregando-a a uma parte limitada de nosso organismo. Hoje sabemos que todo o corpo é divino e que sexualidade e espiritualidade podem andar juntas, como manifestação do nosso poder amoroso criativo.

Quando discorremos sobre a respiração mais indicada, estamos nos referindo justamente à respiração que promove um movimento rítmico na barriga e pélvis, e que unifica a parte inferior com a parte superior do corpo. Por muito tempo, respirar mal foi sinal de elegância, peito arfando, espartilhos, cintos apertados, sapatos altos e coluna retorcida. Fumar ainda é tido por muitos como sinal de elegância. A barriga saliente foi perseguida por toda uma sociedade moldada pelos modismos. A criança, o animal e o aborígine não são pressionados por estas leis estéticas e portanto podem respirar como melhor convém ao seu organismo, isto é, com o movimento de ir e vir de seu abdome. Respirar pouco e sentir pouco. Pouca dor, quase nenhum prazer. Que tal arriscar sentir e respirar mais? Que tal viver mais intensamente os seus sentimentos?

Uma respiração longa, lenta e profunda pode criar dentro de cada um de nós um oásis particular de harmonia, paz e saúde. De graça, veja só. Utilizável em qualquer hora, em qualquer lugar, por qualquer pessoa, em qualquer situação.

“Já pensou no guarda apitando furioso porque você atrapalhou completamente o trânsito e você ali, respirando lenta e profundamente enquanto as coisas se resolvem, sem abalar por um segundo sequer a harmonia de seu ser? Sem deixar a sua integridade que afinal foi dada por Deus, ser atingida, por uma mera contingência do caos urbano.” Sonia Hirsch.

“Foi o vento que nos deu vida. É o vento que sai agora das nossas bocas, que nos dá a vida. Quando ele deixa de soprar, morremos. Na pele da ponta dos nossos dedos vemos a marca do vento; ela nos ensina onde ele soprou quando os nossos ancestrais foram criados.” dos Índios Navajo. “A última expiração verá o nascimento do Nome: A última inspiração, o coroamento dos esponsais divino- humanos. O último alento reintegrará o Homem no alento divino arquetípico no seio do Pai, Aïn, de onde tudo procede e para onde tudo volta.” Souzenelle.

Fisiologia Respiratória

O tórax possui um total de 12 costelas que se inserem posteriormente na coluna vertebral e anteriormente no esterno, com exceção das duas últimas que não tem inserção anterior, sendo, portanto, mais livres para expandir. Há dois grupos musculares inseridos nas costelas, os intercostais internos, participantes da expiração, e os intercostais externos, responsáveis pela inspiração. Fechando a caixa torácica inferiormente, está o músculo diafragma, que tem a forma de cúpula e que, quando se contrai, na inspiração, se retifica, empurrando o intestino e demais vísceras inferiormente. Os músculos reto, oblíquo e transverso abdominais são os principais pela expiração forçada utilizada em frases prolongadas ou na emissão com alta intensidade.

Podemos dividir a musculatura respiratória em inspiratória e expiratória. A primeira compreende o diafragma e os intercostais externos, os escalenos, os grandes e pequenos peitorais, os grandes dorsais e os elevadores da escápula. A segunda é composta pelos intercostais internos, os denteados, os retos abdominais, os transversos abdominais e os oblíquos internos e externos. O funcionamento respiratório natural é um processo ativo na inspiração e quase passivo na expiração. Para que o ar entre nos pulmões o diafragma se contrai, ficando retificado e, ajudado pelos músculos intercostais externos, gera uma pressão negativa entre a pleura pulmonar e a parede externa do tórax. Com isso, o ar é sugado pelos alvéolos, preenchendo-os.

No momento de expirar, há um relaxamento do diafragma e dos intercostais externos, o que facilita o mecanismo elástico do tecido pulmonar e cartilagens costais, levando o tórax a sua posição de repouso e à saída de ar dos pulmões. A expiração pode ser ajudada pela contração dos músculos abdominais (retos, transversos e oblíquos), levando a uma expiração forçada e mais profunda.

O diafragma é conhecido como músculo delgado e achatado, que faz uma divisão entre o tórax e o abdome. Possui forma côncava e é mais alto à direita do que à esquerda, durante a expiração se eleva até a altura do quinto arco costal, à direita, e do sexto arco, à esquerda. O ponto onde o diafragma sustenta o coração é fibroso e não acompanha a ampla movimentação de seu restante. O peritônio que forra a cavidade abdominal como uma pleura apresenta estreitos laços que unem o diafragma aos psoas, ao quadrado lombar e aos transversos do abdome. Os psoas, assim como o diafragma recebem comandos do sistema nervoso autônomo pela via do nervo vago e do sistema nervoso central pela via do nervo frênico. A ação combinada do diafragma sobre D12-L1-L2 e dos psoas sobre L3, particularmente, que resulta a curva lombar fisiológica. Esta lordose é necessária para a boa fisiologia dos discos intervertebrais. Porém, ela não deve ser excessiva. O diagragma é o principal músculo da respiração, dependendo intensamente da estática vertebral, uma vez que ele também age sobre ela. O trabalho terapêutico da respiração é uma excelente maneira de conectar a pessoa com aquilo que ela sente, de trazer consciência sobre o seu sentir e, portanto, lhe favorecer a escolha de caminhos na vida. O Tai Chi Chuan em consonância com toda esta dinâmica ajuda o praticante a dar fluxo às quatro forças internas, muito importantes: a imaginação , o sentimento, o pensamento e a ação. “Por isso: se armas são fortes, não sairão vitoriosas; quando as árvores são duras, são abatidas. O que é grande e forte diminui. O que é suave e fraco prospera.” Lao Tsé. Só nos resta seguir nossa respiração com suave profundidade enquanto nos movimentamos por nossas alegrias e angústias, enquanto traçamos no ar o movimento de nossos corpos, realizando o Tai Chi mais perfeito que pudermos.

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- Artigo de autoria de Emerli Schlögl e Levis Litz - publicado na Revista Tai Chi Brasil, Edição nº 11 - http://www.revistataichibrasil.com.br/
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Nota: este texto reflete fielmente os fatos quando publicado, entretanto, alguns de seus dados podem ter sido alterados com o tempo. Certifique-se de obter informações atualizadas por outras fontes antes de tomar este texto como referência.
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Quer ler mais sobre Tai Chi Chuan? Visite: Tai Chi Curitiba (http://www.taichicuritiba.com.br/)

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