Tai Chi - Praticar pela razão que cada um deve encontrar em si mesmo


Professor Levis Litz no Jardim Botânico. Curitiba, PR.
Uma das coisas admiráveis na prática do Tai Chi Chuan é justamente o leque de opções que se abre ao praticante com infinitas e maravilhosas possibilidades, pois para muitos, na busca do Tai Chi, o que realmente interessa é obter uma melhor qualidade de vida e boa saúde. Para outros, é a filosofia que abrange essa distinta e fina arte marcial. Entretanto, a pergunta básica que move a vontade de um interessado é elementar: Tai Chi Chuan - por que praticar?

Embora a resposta seja simples, o Tai Chi deve ser praticado pela razão que cada um encontra em si mesmo. Essa razão é que faz a diferença entre seus praticantes.

O professor Levis Litz está escrevendo um livro fundamentado em entrevistas com médicos, terapeutas, praticantes, professores e mestres de Tai Chi no Brasil e no exterior, incluindo a China (o berço do Tai Chi). Na obra há uma coletânea considerável, justamente com esse questionamento: “Tai Chi Chuan - por que praticar?”.

Prof. Levis Litz
Entre as centenas de razões recebidas pelo autor, está a do Shi Fu de Tai Chi, Niall O`Floinn, que afirmou: “O Tai Chi oferece um benefício para a saúde melhor do que qualquer outro exercício, devido ao seu efeito sobre o sistema nervoso, reduzindo o estresse, melhorando o sistema imunológico, desenvolvendo um bom equilíbrio e flexibilidade e reduzindo a rigidez corporal e a dor associados as condições degenerativas dos ossos e articulações. Os movimentos lentos e relaxados executados de forma circulares promovem uma boa circulação do sangue e da energia e melhora a digestão e o tônus muscular do corpo como um todo. Aptidão, força e velocidade aumentam com o passar do tempo e a confiança do praticante vem com a capacidade de se defender, tornando-se mais calmo e sentindo-se com mais energia. É uma arte que agrada a todas as idades e classes sociais e traz muita felicidade e paz de espírito. As pessoas tendem a permanecer com o Tai Chi por um longo tempo e, portanto, desfrutam de muitos benefícios, além das amizades que acabam fazendo com outras pessoas que encontram nas aulas.”

Shi Fu Niall O`Floinn e o professor Levis Litz.
Outro praticante de Tai Chi, Guilherme Schülli, revela: “O Tai Chi é um descaminho das agruras da modernidade. É uma prática onde eu posso exercitar o olhar para mim sem o filtro da produção acelerada, do consumismo, do hedonismo e de tantas outras coisas que nos conformam com um mundo um pouco menor do que aquele em que eu acredito. É uma prática de digerir a vida em movimento, de sentir o clima dos espaços abertos, de viver a cidade. De não precisar comprar um uniforme, um tênis ou outra bugiganga: é a contracultura do ser simples, de cuidar do corpo como um todo, sentir os tendões e músculos de minhas ideias. Me ensina a trazer os sentimentos desmedidos ao centro e reconhecê-los. É a disciplina de acordar e me encontrar com o “Chi Kung” no ar frio de Curitiba antes mesmo do primeiro chimarrão. Tai Chi é receber os movimentos caóticos da vida com os pés firmes no chão. Isto é suficiente como motivo para praticar muito!”.

Praticantes ao fim de um seminário de Tai Chi Chuan. Curitiba, PR. Foto: Acervo/Levis Litz
Enfim, após o iniciante se decidir pelo Tai Chi, é importante considerar que, para sua prática, deve procurar um professor de qualidade, de preferência endossado por uma instituição reconhecida e respeitada. Quanto ao livro? O autor diz que assim que for publicado avisará em sua página na internet: www.TaiChiCuritiba.com.br

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