quinta-feira, 4 de abril de 2013

Corpo como expressão de arquétipos

Por Marfiza Ramalho Reis

Como a psique e a matéria estão encerradas em um só e mesmo mundo, 
e além disso se acham permanentemente em contato entre si, e em última análise, 
se assentam em fatores transcendentes e irrepresentáveis, há não só a possibilidade, 
mas até mesmo uma certa probabilidade de que a matéria e 
a psique sejam dois aspectos diferentes de uma só e mesma coisa. 
Os fenômenos da sincronicidade, ao que me parece, apontam nessa direção.
(Jung,1917: .220)


"(...) Na filosofia chinesa, aparece a idéia de que planetas e arquétipos simbolizam experiências, fantasias e sensações relacionadas com partes do corpo. 

Deuses governam os principais centros do corpo e a doença acontece quando esses deuses retiram-se e retornam às suas residências planetárias. 

Nesse pensamento filosófico, aparece a idéia de um campo de vibrações no chi, que quer dizer gás ou éter e denota a energia ou breath (sopro) que anima o universo. 

Os níveis do chi aparecem através do corpo: a energia vital, percebida através da respiração e da concentração sendo de fundamental importância para o treinamento taoísta do tai chi chuan.

Tai Chi é traduzido como o grande extremo, o supremo, o mais alto e grandioso. Corresponde à lei suprema do cosmos que preside a alternância e união do yin e do yang. 

Chuan refere-se ao corpo físico, à ação, e seus movimentos levam à interação do yin e do yang, fazendo circular a nossa energia e renovando os elementos do nosso corpo."


Fonte

Artigo publicado na JUNGUIANA

Revista latino-americana da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica. 

No. 20 / 2002.

http://sbpa-rj.org.br/site_antigo/o_corpo.pdf   

Nenhum comentário:

Postar um comentário